Histórias

Os chineses

Quando dois chineses conversam, não são dois, mais seis. Um chinês é o que você é. Outro chinês é o que você mostra para o outro. O terceiro é o que o outro vê em você. E assim, com o outro, portanto, são seis chineses.

O monge, o discípulo e a vaquinha

Um monge passeia com seu discípulo pelas vilas de sua terra, hospedando-se nas casas das as famílias que encontram pelo caminho. Chegam, então, a uma casa muito pobre, onde vive uma grande família, que depende de apenas uma vaquinha para sobreviver. O pai da família explica que eles podem dormir na estribaria, mas que não teriam o que lhes dar de comer no dia seguinte, pois a comida era muito pouca. Antes de irem embora na manhã seguinte, o monge diz ao discípulo para jogar a vaquinha de um precipício que existia no fundo da casa. O discípulo questiona tal ordem, mas o monge insiste para que ele a cumpra. O discípulo obedece, mas sente-se muito culpado por isso.
Um ano depois, eles voltam à mesma vila e, no lugar da casinha, encontram uma linda fazenda com vários animais e uma boa casa. O discípulo fica muito angustiado, pensando que todos da família haviam morrido ou que tinham vendido a casa para alguém mais rico. Mas quando batem à porta, encontram o mesmo casal, que lhes contam que a vaquinha deles havia morrido logo depois de sua visita e que tinham passado muita necessidade, mas que dali em diante, muita coisa mudou. O filho mais velho foi buscar emprego na fazenda do vizinho, o segundo foi à cidade vender a galinha que tinham e que com isso, conseguiu comprar mais três, as filhas começaram a costurar e cozinhar para a vizinhança. E assim, em pouco tempo, conseguiram obter muito mais conforto.


As três peneiras

Uma pessoa que gostava de fazer fofoca chegou até outra para contar mais uma. Ao que a pessoa questionou:
- Isso que você vai me contar já passou pelas três peneiras?
- Peneiras? Que peneiras?
- As três peneiras. A primeira: isso é verdade?
A segunda: é importante que eu saiba? Terceira: Você gostaria que falassem de você o que você vai falar agora?

Dois Lobos

Um velho índio conversa com um jovem guerreiro. O jovem pergunta ao velho:
- Como o senhor faz para manter sua paz interior?
- É simples – diz o velho – Dentro de mim habitam dois lobos, um pacífico e um agressivo, que estão sempre se enfrentando.
- E qual vence a luta? – pergunta o jovem.
- Aquele que eu mais alimento.

A vizinha e a vidraça
Um jovem casal mudou-se de bairro e a esposa ficou em casa quando o marido saiu.
Observando a vizinha, notou que ela lavava muitas roupas, mas a qualidade desta lavagem era muito ruim.
Quando o marido chegou, comentou com ele "Querido, nossa vizinha é pouco cuidadosa com a roupa."
No dia seguinte, a vizinha voltou a lavar roupas e a jovem novamente notou o pouco cuidado que ela tinha e comentou com o marido : "Querido, nossa vizinha é negligente com a limpeza das roupas".
E assim, passou-se uma semana.
No domingo, ao acordar, a jovem esposa vendo a vizinha estender as roupas no varal, espantou-se: "Nossa, querido, finalmente nossa vizinha lavou as roupas direito!"
Ao que o marido retrucou: "Não, querida, fui eu que limpei nossas vidraças".

Penteados

Uma mulher acordou uma manhã após a quimioterapia, olhou no espelho e percebeu que tinha somente três fios de cabelo na cabeça.
- Bom (ela disse), acho que vou trançar meus cabelos hoje.
Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça.
- Hummm (ela disse), acho que vou repartir meu cabelo no meio hoje.
Assim ela fez e teve um dia magnífico.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um fio de cabelo na cabeça.
- Bem (ela disse), hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo.
Assim ela fez e teve um dia divertido.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia um único fio de cabelo na cabeça.
- Yeeesss... (ela exclamou), hoje não tenho que pentear meu cabelo.


História dos Sentimentos

(Historinha adaptada por Lya Luft - Escritora BRASILEIRA).

Os Sentimentos Humanos certo dia se reuniram para brincar. Depois que o
Tédio bocejou três vezes porque a Indecisão não chegava a conclusão nenhuma
e a Desconfiança estava tomando conta, a Loucura propôs que brincássemos de
esconde-esconde. A Curiosidade quis saber todos os detalhes do jogo, e a
Intriga começou a cochichar com os outros que certamente alguém ali iria
trapacear.

O Entusiasmo saltou de contentamento e convenceu a Dúvida e a Apatia, ainda
sentadas num canto, a entrarem no jogo. A Verdade achou que isso de esconder
não estava com nada, a Arrogância fez cara de desdém, pois a idéia não tinha
sido dela, e o Medo preferiu não se arriscar: ''Ah, gente, vamos deixar tudo
como está'', e como sempre perdeu a oportunidade de ser feliz.

A primeira a se esconder foi a Preguiça, deixando-se cair no chão atrás de
uma pedra, ali mesmo onde estava. O Otimismo escondeu-se no arco - íris e a
Inveja se ocultou junto com a Hipocrisia, que sorrindo fingidamente atrás de
uma árvore estava odiando tudo aquilo.

A Generosidade quase não conseguia se esconder porque era grande e ainda
queria abrigar meio mundo. A Culpa ficou paralisada, pois já estava mais do
que escondida em si mesma. A Sensualidade se estendeu ao sol num lugar
bonito e secreto para saborear o que a vida lhe oferecia, porque não era nem
boba nem fingida e o Egoísmo achou um lugar perfeito onde não cabia ninguém
mais.

A Mentira disse para a Inocência que ia se esconder no fundo do oceano e a
Inocência acabou afogada. A Paixão meteu-se na cratera de um vulcão ativo e
o Esquecimento já nem sabia o que estavam fazendo ali.

Depois de contar até 99 a Loucura começou a procurar. Achou um, depois
outro, mas ao remexer num arbusto espesso ouviu um gemido: era o Amor, com
os olhos furados pelos espinhos.

A Loucura o tomou pelo braço e seguiu com ele, espalhando beleza pelo mundo.
Desde então o Amor é cego e a Loucura o acompanha.

Vaso defeituoso

Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas. Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da torrente até a casa, enquanto
aquele rachado chegava meio vazio. Por longo tempo a coisa foi em frente assim, com a senhora que chegava em casa com somente um vaso e meio de água.
Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer. Depois de dois anos,refletindo sobre a própria amarga derrota, falou com a senhora durante o caminho: 'Tenho
vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho me faz perdermetade da água durante o caminho até a sua casa...'
A velhinha sorriu:
'Você reparou que lindas flores tem somente do teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado e todo dia, enquanto a gente voltava, tu as regavas. Por dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa'.

O Cachorro Velho

Uma velha senhora foi fazer um safari na África e levou seu velho vira-lata com ela. Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta de que estava perdido. Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo o viu e caminha em sua direção, com intenção de conseguir um bom almoço.
O cachorro velho pensa:
-Oh! Estou mesmo enrascado! Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão por perto.

Em vez de apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se junto ao osso mais próximo e começa a roê-lo, dando as costas ao predador. Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama bem alto:
-Cara, este leopardo estava delicioso! Será que há outros por aí?

Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspende seu ataque já quase começado e se esgueira na direção das árvores.
-Caramba! pensa o leopardo, essa foi por pouco! O velho vira-lata quase me pega!
Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que vira: em troca de proteção para si, informaria ao predador que o vira-lata não havia comido leopardo algum.
E assim foi, rápido, em direção ao leopardo. Mas o velho cachorro o vê correndo na direção do predador, em grande velocidade, e pensa:
-Aí tem coisa!
O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e faz um acordo com o leopardo.
O jovem leopardo fica furioso por ter sido feito de bobo e diz:
-Aí, macaco! Suba nas minhas costas para você ver o que acontece com aquele cachorro abusado!
Agora, o velho cachorro vê um leopardo furioso, vindo em sua direção, com um macaco nas costas, e pensa:
-E agora, o que é que eu posso fazer?
Mas, em vez de correr (sabe que suas pernas doídas não o levariam
longe), o cachorro senta, mais uma vez dando as costas aos agressores, fazendo
de conta que ainda não os viu e quando estavam perto o bastante para
ouvi-lo, o velho cão diz:
- Cadê o safado daquele macaco? Estou com fome! Eu o mandei buscar
outro leopardo para mim!
MORAL DA HISTÓRIA: Não mexa com cachorro velho...

Sobre tempo e jabuticabas

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Chapéu Roxo Uma olhada no espelho...
Aos 3 anos: Se olha no espelho e vê uma Rainha!
Aos 8 anos: Se olha e se vê como Cinderella/Bela Adormecida.
Aos 15 anos: Se olha e se vê como Cinderella/Bela Adormecida/líder de torcida ou, se está "ficando mocinha" vê gorda/espinhas/HORRÍVEL("Mamãe eu não posso ir à escola com essa aparência!").
Aos 20 anos: Se olha e vê "muito gorda/muito magra, muito baixa/muito alta, muito encaracolados/ muito lisos" - mas decide que vai sair, de toda forma.
Aos 30 anos: Se olha e vê "muito gorda/muito magra, muito baixa/muito alta, muito encaracolados/ muito lisos" - mas decide que não tem tempode consertar, então, ela vai sair de todo jeito.
Aos 40 anos: Se olha e vê "muito gorda/muito magra, muito baixa/muitoalta, muito encaracolados/ muito lisos" - mas diz: "Ao menos estou limpa" e sai, de todo jeito.
Aos 50 anos: Se olha e vê "Eu sou" e vai para onde bem entende.
Aos 60 anos: Se olha e se lembra de todas as pessoas que nem mesmo podem mais se ver no espelho. Sai, e conquista o mundo.
Aos 70 anos: Se olha e vê sabedoria, alegria e habilidade. Sai e aproveita a vida.
Aos 80 anos: Nem se preocupa em olhar no espelho. Simplesmente coloca um chapéu roxo e sai para se divertir com o mundo.

A Centopéia e o Sapo

Sobre uma pedra grande e lisa todos os dias bailava, quando brilhava o sol, a uma hora determinada, uma centopéia. Os outros animais vinham de longe para contemplá-la, quando à sua maneira inimitável e cheia de encanto, traçava seus laços e suas espirais, enquanto seu corpo fulgurava à luz e brilhava como se fosse feito de pedras preciosas. Era um prazer admirá-la e todos os animais louvavam sua arte e sua graça. No entanto, a centopéia não dançava para conseguir a fama e a admiração dos demais. Apenas deixava de ver seus espectadores, tão ensimesmada estava em seu bailado.
Mas eis que vivia próximo, sob as raízes de uma árvore, um sapo grande e gordo, e lhe irritava o que fazia a centopéia. Fosse porque tivesse inveja de sua graça e fama, fosse porque era contra as atividades inúteis como a dança, o certo é que havia decidido aguar a festa da centopéia. Mas isso, por outro lado, não era tão fácil, pois o que ele não queria era expor-se à crítica e reprovação dos outros animais. Esteve refletindo por um bom tempo e um dia teve uma idéia grandiosa e escreveu à centopéia uma carta que dizia mais ou menos o seguinte:
"Oh tu, admirável, mestra da dança harmoniosa e dos complicados laços e espirais! Eu sou só uma coisinha pobre, úmida, viscosa e não tenho mais que quatro patas pesadas e estúpidas. Por isso admiro-te enormemente, que consegues mover com tão maravilhosa ordem teus cem pés. Por isso diga-me, admirável mestra: quando começas a bailar, moves primeiro o primeiro pé esquerdo e depois o número noventa e nove da direita? Ou começas pelo número cem da esquerda e colocas depois o número cinqüenta e três da direita, movendo depois o terceiro da esquerda e depois o número setenta e dois da direita?? Ou é ao contrário? Explica, por favor, a este ser tão pobre, úmido, viscoso, com somente quatro patas, como engendras isso, para que eu, indigno e rastejante bicho, aprenda a mover-me com um pouquinho de graça."
O sapo colocou a carta sobre a pedra banhada pelo sol e quando a centopéia chegou para dançar a encontrou ali e a leu. Começou então a refletir sobre como o fazia. Moveu um pé, depois o outro, tratando de recordar como o tinha feito até então. E comprovou que não o sabia. E não pôde fazer o menor movimento. Estava ali, imóvel, e pensava, pensava, e movia timidamente alguma de suas cem patas, mas o que não podia mais era dançar. Com efeito, dançar havia passado à história.

Conto de Gustav Meyrink, citado na conferência "Sobre el eterno infantil", do livro"Carpeta de Apuntes" de Michael Ende (autor de História sem Fim)
Editora Alfaguara, Buenos Aires, 1996

Flores

Não é o meu aniversário ou nenhum outro dia especial;
tivemos a nossa primeira discussão ontem à noite e ele me disse muitas coisas cruéis que me ofenderam de verdade.
Mas sei que está arrependido e não as disse a sério, porque ele me enviou flores hoje.
E não é o nosso aniversário
ou nenhum outro dia especial.
Hoje, atirou-me contra a parede e começou a asfixiar-me. Parecia um pesadelo,mas dos pesadelos acordamos e sabemos
que não são reais. Hoje acordei cheia de dores e com golpes em todos lados.
Mas eu sei que ele está arrependido, porque me enviou flores hoje. E não é Dia dos Namorados ou nenhum outro dia especial.

Ontem à noite bateu-me e ameaçou matar-me.
Nem a maquiagem ou as mangas compridas poderiam ocultar os cortes e golpes que me ocasionou desta vez.
Não pude ir ao emprego hoje porque não queria que percebessem.
Mas eu sei que está arrependido porque ele me enviou flores hoje.
E não era Dia das Mães ou nenhum outro dia especial.

Ontem à noite ele voltou a bater-me,mas desta vez foi muito pior.
Se conseguir deixá-lo, o que é vou fazer?
Como poderia eu sozinha manter os meus filhos?
O que acontecerá se faltar o dinheiro?
Tenho tanto medo dele! Mas dependo tanto dele que tenho medo de o deixar.
Mas eu sei que está arrependido, porque ele me enviou flores hoje.

Hoje é um dia muito especial: É o dia do meu funeral.
Ontem finalmente conseguiu matar-me.
Bateu-me até eu morrer.
Se ao menos eu tivesse tido a coragem e a força para o deixar...
Se tivesse pedido ajuda profissional...
Hoje não teria recebido flores!

Mensagem vinculada pela Internet.
Autor anônimo.

Boa sorte, má sorte

Eram uma vez um camponês pobre que não tinha nem um cavalo. Um belo dia, repentinamente, veio cavalgando da floresta um lindo e solitário cavalo, que começou a pastar em sua fazenda e mansamente serviu-lhe de transporte. Os vizinhos do camponês se admiraram:
- Nossa, que boa sorte a sua.
O camponês respondeu, tranqüilamente:
- Boa sorte, má sorte.... quem sabe?
No mês seguinte, o cavalo, do mesmo jeito que apareceu da floresta, para lá voltou. Os vizinhos lamentaram:
- Puxa, que má sorte! Agora que você já estava se acostumando com ele...
Mas o camponês novamente não se admirou:
- Má sorte, boa sorte....quem sabe?
Pois que um mês depois, volta o cavalo com mais cinco mais fortes e bonitos.
- Nossa, que boa sorte! – comentaram os vizinhos.
- Boa sorte, má sorte .... vai saber! – respondia o camponês.
A família foi se acostumando aos cavalos, até que o dia em que um dos filhos montava, o cavalo empinou e ele caiu, quebrando uma perna.
- Nossa, que má sorte! E agora? – diziam os vizinhos.
- Boa sorte, má sorte.... quem sabe?
E naquela época, estourou uma guerra no país. O governo recrutou todos os jovens entre 18 e 25 anos, dentre os quais estaria o filho do camponês, se não estivesse com a perna quebrada. Só então, os vizinhos entenderam:
- Boa sorte, má sorte.... quem sabe?

Cavalo no abismo

Era uma vez um índio mensageiro que montava seu cavalo. Num belo dia em que andava por montanhas desconhecidas, desceu do cavalo para banhar-se, mas não o amarrou. O cavalo foi então dar uma voltinha e acabou caindo num abismo. Mas ele ficou pendurado nos galhos de duas árvores que quase se encontravam e não morreu.
O índio chamou os habitantes da redondeza e todos tentaram de tudo para retirar o cavalo dali. Mas não havia jeito. Resignados, resolveram jogar terra no cavalo para enterrá-lo de vez e acabar com seu sofrimento. Não imaginaram o que aconteceria. A terra que caía em cima do cavalo fazia com que ele se mexesse, retomando o fôlego e buscando se levantar. E além disso, aquela terra que serviria para lhe enterrar foi a mesma que serviu de chão para que se apoiasse e já com fôlego retomado, pudesse se firmar e subir até o topo da montanha, onde encontrou seu dono e continuou sua jornada.




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