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Apresentação e diretrizes para a gestão da ABRATECOM 2007-2009
Exercer a representação não é um lugar cômodo, nem de facilidades. É preciso ter coragem e ousadia. Pensar e agir coletivamente em uma sociedade individualizante e competitiva é uma tarefa exigente, que estamos dispostos a assumir. Para isso, buscamos a via da diversidade para nos organizarmos, a fim de formar um espaço de contribuição e atuação. Em comum, o desejo de compartilhar experiências, possibilidades, multiplicidades de saberes e fazeres, o que exige participação permanente e qualificada, em meio a um cotidiano que nos atropela com inúmeros compromissos.
Viemos de territórios geográficos e existenciais diversos. Possuímos tempo de formação e fazeres múltiplos, caracterizados por recursos teóricos e intervenções variadas, que provocam a necessidade de abertura para a discussão. Temos posições nem sempre homogêneas em relação à categoria, o que impõe a necessidade de promover o diálogo e a reflexão para que o rumo escolhido contemple a diversidade, bem como um novo modo de agir, impedindo que se repitam os mesmos caminhos.
Sobretudo, reconhecemos o valor dos Pólos Formadores Regionais como organizações que têm a função de acolher, orientar e qualificar os terapeutas e agentes comunitários, a partir de princípios éticos e do compromisso com o desenvolvimento da Terapia Comunitária enquanto abordagem e ação. Justamente por isso, entendemos que devemos nos implicar com sua função representativa, não só para nós Terapeutas, mas para as comunidades e sociedade como um todo. Sabemos que pela via da expressão individual nos sentimos impotentes e pouco conseguimos mobilizar frente aos desafios coletivos de uma sociedade cada vez mais excludente.
Portanto, uma das diretrizes dessa gestão é mobilizar diálogos internos e externos, sendo os terapeutas comunitários representados via Grupo Gestor ou CDC protagonistas e engajados em um desejo de compartilhamento, como forma de reconhecimento das diferenças e aprendizagem de novas possibilidades, diante da re-construção de modos de vida mais democráticos e saudáveis.
Quem somos? Muitos de nós têm proximidade com a Abratecom através da participação nas Comissões do CDC (Ensino, Histórico, Estatuto, Cultura, Congresso, ); e na atuação em gestões anteriores. Somos profissionais atuantes e comprometidos com as políticas públicas com a inclusão social de grupos minoritários através de distintas ações e praticas comunitárias , bem como, a docência e pesquisa, dentre outras.
Residimos em estados e cidades diferentes:Porto Alegre/RS;São Paulo/SP; Fortalza/CE; Brasília/DF; Araraquara/SP, Ipatinga/MG, Belém/PA, Recife/PE, São Luís/MA,
Encontramo-nos através de referências sobre nosso trabalho e participação social e, assim, constituímos um grupo que descobre afinidades e proximidades nessa oportunidade de convivência e atuação conjunta.
Que lugar pensamos para a Abratecom?
Entendemos que a Abartecom deve posicionar-se, ser pensada e funcionar de forma a ampliar a circulação e a participação de ações comunitárias. Desta maneira, constituir-se cada vez mais em um espaço de referência para a categoria, expandindo sua credibilidade perante a sociedade brasileira e fora do Brasil.
É preciso ultrapassar a instância normativa e consultiva, constituindo um espaço de interlocução, apoio, rede de comunicação e de serviços, de modo que o sentido do pertencimento fortaleça os laços e sustente ações propositivas. Esperamos que essa postura possa refletir-se na ampliação do conhecimento da terapia comunitária pelos órgãos públicos e sociedade, na medida em que os terapeutas exercitarem sua capacidade de posicionamento e organização estenderemos a nossa clientela. Como premissa, devemos reconhecer a pluralidade das ações existentes, propondo o diálogo como uma condição para o exercício da representação via Grupo Gestor.
Que diretrizes desejamos?
Como norteadora, uma ação sempre associativa, isto é, integrada a outros movimentos sociais e organizações atuantes no âmbito profissional ou social, fortalecendo e ampliando as possibilidades de intervenção terapêuticas, bem como ter uma metodologia compartilhada internamente e na relação com o CDC.
Diretriz 1:
Elaboração do Projeto Político – Pedagógico da ABRATECOM, em parceria com o CDC.
Diretriz 2:
Fomentar a produção Teórico-Científica da TC e disciplinas afins, através dos Encontros Nacionais de Formação e Encontros Regionais.
(Ação: Edição de um Livro sobre os Pilares de Sustentação da TC)
Diretriz 3:
Expandir a comunicação respeitosa e amorosa na rede interna e externa.
(Ação: Reformular e alimentar o Site)
Diretriz 4:
Ampliar o Quadro de Associados, em parcerias com os Pólos Formadores.
(Ação: campanha continua de captação de novos associados)
DITRETRIZ 5:
Implantação da Captação de Recursos, através do Fortalecimento e Ampliação de Convênios com Organizações no Território Brasileiro e Internacional.
(Ação: Criação da Central de Informações sobre Formação e Convênios - com Assessoria Especial de Miriam Carmem Rivalta Barreto)
Desta forma, partindo de ações que já vêm sendo desenvolvidas pelas Gestões anteriores, desejamos manter e ampliar a parceria com o SENAD, com outras instituições profissionais, Conselhos de Classes, Prefeituras, com as Universidades e demais instituições de formação profissional. A interiorização é um processo importante, pois o crescimento da oferta de formação de terapeutas gerou um aumento significativo de profissionais em regiões distantes das áreas metropolitanas. Compartilhar atividades e discussões, levando em conta essa realidade supõe uma rede complexa de contatos e articulações que garantam uma série de iniciativas nas diferentes regiões, através de seus Pólos Formadores.
Fortalecer e ampliar a inserção da terapia comunitária em espaços públicos de participação e representação de demandas sociais já em andamento e uma das ações propostas pelo atual grupo Gestor. É importante que a abordagem comunitária esteja articulada aos desafios contemporâneos oriundos de um mundo globalizado, tendo como meta primeira, princípios de inclusão social e resgate de identidade cultural.
Chapa Consolidação e Expansão
Diretoria
Presidente - Marli Olina de Souza - MISC - RS Vice-Presidende - Maria Lucia de Andrade Reis - MISC - RS Primeira Secretária - Josefa Emilia L. Ruiz - UNESP/Araraquara - SP Segunda Secretária - Ana Lucia Horta - UNIFESP - Enfermagem - SP Primeira Tesoureira - Fabiana Costa - MISMEC - CE Segunda Tesoureira - Leanir Carneiro - MISC - RS Primeira Diretora de Comunicação - Henriqueta Camarotti - MISMEC - DF Segunda Diretora de Comunicação - Lia Fukui - TCendo.SP - SP
Conselho Fiscal Maria de Fátima Matos - SOPSI - PA Washington Bezerra - Aquarius - PE José Galvão da Silva Flávio - MISC - MG
Suplentes: Mª Lindia Eloi da Cruz - MISC - MA Perlucy Santos - MISMEC - DF Adriane Ferrarini - MISC – RS
Para finalizar, entendemos que todas estas ações só poderão ser potencializadas em seus resultados se forem tomados com ações transparentes, que se concretizará com o apoio e a efetiva participação dos associados que representamos.
Profª. Ms Marli Olina de Souza Josefa Emilia L. Ruiz
Presidente Abratecom /2007-2009 1ª Secretaria da Abratecom/2007 2009
Obs. estamos aguardando aprovação do CDC- Conselho deliberativo e Científico da Abratecom |